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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Promessa é Dúvida!?

Consta que os Aliados venceram a II Guerra Mundial, porque desvendaram um código secreto, sem que os inimigos soubessem. Além disso, também criaram e aprimoraram os seus, aprimorando a criptografia.
Alguém me decifre o discurso político, por favor!
O apelo se justifica por vários motivos:
- Os candidatos fazem discursos extremamente parecidos, qualquer que seja a ideologia que professem;
- Depois da posse, raramente lembram dos compromissos assumidos com os eleitores, para representarem outros interesses, embora nunca admitam isso;
- Eleitos para um mandato democrático, a maioria, absurdamente, comporta-se como se tivesse “o rei na barriga”;
- Diante das câmeras e microfones afirmam uma coisa, mas nas votações, injustificavelmente secretas, fazem o contrário;
- Depois de fazerem o oposto do que prometeram, voltam a pedir votos, com o mesmo discurso da campanha anterior.
Será que política é algo claro ou não passa de uma linguagem cifrada na criptografia do engodo: dizer uma coisa pensando e fazendo outra? Promessa política é dívida ou dúvida?
Será que os políticos que agem assim acreditam, de fato, que representam o povo?
Se assim for, então o povo, que ainda não entende a linguagem cifrada do dialeto político, precisa de mecanismos mais efetivos e diretos para manifestar sua vontade: plebiscitos, por exemplo.
O quê? Assim vai ser impossível governar? Os políticos eleitos já são legítimos representantes do povo?
Mas que legitimidade é essa, que quase nunca é representatividade efetiva?
O atual momento democrático tem mostrado que, se o processo eletivo é confiável, o exercício do mandato nem sempre o é. Prova disso é o nível abissal da credibilidade da classe política brasileira.
Os plebiscitos são instrumentos caros, em princípio; mas nada impede que sejam associados a processos eleitorais regulares, reduzindo custos.
A maior rejeição a essa proposta virá, obviamente, de membros da própria classe política, que não apreciarão ver sua influência reduzida pelo exercício direto da democracia.
Mas, quem sabe essa luz sobre a sombra acabe com esse dialeto incompreensível, que distorce ou despreza os anseios populares. No entanto, esses dispositivos seriam desnecessários, se essa parcela renitente de políticos volúveis, insensíveis e venais, que o poder econômico elege e reelege, fosse, efetivamente, porta-voz de seus eleitores.
Bastaria que lembrassem e vivenciassem a antiga, mas sempre atual frase: "O poder emana do povo e em seu nome deve ser exercido"!
Texto de:
 Adilson Luiz Gonçalves    escritor, engenheiro, professor universitário.

3 comentários:

  1. Olá, Regina, muito bom seu post!

    Não pude deixar de notar algo em comum nas atitudes dos políticos e do próprio povo. São as passagens abaixo:
    "Depois da posse, raramente lembram dos compromissos assumidos com os eleitores, para representarem outros interesses, embora nunca admitam isso" Só que muitos dos eleitores sequer lembram em quem votaram para poderem cobrar depois. "Depois de fazerem o oposto do que prometeram, voltam a pedir votos com o mesmo discurso da campanha anterior". E os eleitores votam novamente, reelegendo-os.
    Muito triste!

    Beijos

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  2. Descobrimos uma importante revelação: os políticos inventaram um sistema de criptografia inacessível para os pobres eleitores.

    Importante seu texto

    Abraço

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  3. Olá, Regina, os políticos são reflexos do povo, um povo corrompido não pode tolerar um governo que não seja tanto quanto, daí justifica os votos comprados e a forma quase sempre corrompida como eles chegam ao poder. O princípio da democracia é dar e receber; dar um e receber dez. (Mark Twain)Voz do Povo.

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