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sábado, 13 de outubro de 2012

A crítica reforça ou arrasa os relacionamentos?

A crítica pode ser entendida como toda a observação específica referente a um determinado comportamento, que encoraja uma pessoa a melhorá-lo, reforçá-lo ou desenvolvê-lo.
A crítica pode ser positiva ou negativa. A positiva reforça o comportamento. A negativa visa corrigir ou melhorar o comportamento ou desempenho de baixa qualidade ou insatisfatório. Ambas devem ser construtivas.

Muitas pessoas tendem a criticar constantemente as pessoas que as rodeiam. Mas quase sempre o parceiro é a maior vítima. Costumamos sempre ficar apontando os pontos negativos dos outros. Como seres imperfeitos, nem sempre temos a consciência dos aspectos que atrapalham a nossa felicidade amorosa. Muitas vezes, anseamos por um forte desejo de mudança, mas quando não encontramos as ações necessárias para nos transformar, é mais fácil mostrar ou exigir do outro que mude.
Esquecemos que toda mudança de comportamento é pessoal, intransferível e inalienável: ninguém muda ninguém.
Na hora de resolver os conflitos é que surgem as dificuldades. Um não sabe se expressar, é crítico e cruel. O outro por ser muito sensível fica magoado e entende uma crítica construtiva como sendo destrutiva. É preciso aprender a fazer e receber críticas construtivas. Deve existir um espírito conciliatório para absorver o conteúdo da mensagem. Ser tolerante com as falhas do parceiro.
Com o passar do tempo os casais costumam queixar-se de que não são compreendidos. Quando uma questão é colocada antes de concluir a exposição do assunto o outro já se coloca na posição de “atacado” ou ofendido. Os argumentos de defesa vêm em forma de crítica. Isso ocorre porque nem todo mundo consegue colocar as emoções de lado na hora do conflito. Poucos têm a habilidade de ouvir ativamente o outro. Para o casal que tem uma boa flexibilidade para conviver com as diferenças, resolver os conflitos aceitando que através da crítica construtiva podem ir se transformando e se lapidando, não há nada como uma boa discussão.
Ricardo, advogado, 28 anos e Zélia, arquiteta, 27 anos recém terminaram um namoro de quatro anos. Motivo: ela não agüentava mais ser criticada na frente dos familiares e dos amigos. Sempre que saíam com os amigos, após ingerir algumas latinhas de cerveja, começava a criticá-la. Era a cor do cabelo que não agradara, porque demorava a se arrumar, o melhor amigo que não parava de ligar. Aos poucos o comportamento dele foi tornando a relação tensa e azeda. O comportamento crítico dele escondia mensagens destrutivas: a minha "ex" não atrasava, ela era melhor do que você. A postura dele era centrar-se nos defeitos. Estava sempre criticando, julgando e controlando o comportamento dela. Zélia costumava privilegiar as qualidades e os talentos do namorado.
Quando se deu conta de que não existe amor sem admiração, que as críticas destrutivas estavam minando a sua auto-estima e a sua alegria de viver, optou por terminar o namoro.
Muitos casais passam horas numa troca de críticas. São discussões repetitivas e intermináveis a cerca daquilo que seria insuportável aos olhos do outro. Todo o relacionamento pautado na expectativa de que o outro mude, pode acabar em frustração e fracasso. Quem se julga perfeito e não consegue lidar com as imperfeições alheias pode acabar saindo da rota do amor. O pior é que a crítica que era dirigida ao par amoroso, após o término da relação se volta contra o próprio. Ele se tortura por ser culpado do fracasso amoroso.

Marilene Heuser

4 comentários:

  1. Ei Rê ...

    Texto perfeito..

    Até pra se fazer uma crítica precisamos ter talento, pois dependendo da forma como é feita, do momento e do intuito pode acabar com todo e qualquer relacionamento.

    Não podemos manisfestarmos de forma a querer impor o que acreditamos, mas sim expor o que conhecemos.

    A crítica tem o poder de construir, de fazer alguém crescer, de trazer bons frutos, de aprimorar um relacionamento como também destruir a auto estima e a liberdade de expressão de alguém.

    Não podemos sair por ai espalhando nossas insatisfações se não for adequadamente.

    A educação e a ética são princípios básicos para uma boa troca de idéias , sem invadirmos ou mancharmos os sentimentos e a ousadia de alguém.

    Há pessoa que aprenderam com a vida a receberem críticas, sabem separar o bom do ruim, sabem lidar com a maneira ousada de outros em falar, elogiar, por defeitos, mas há outras que recuam em suas atividades, bloqueiam suas idéias, desistem dos seus sonhos, de suas metas por serem criticadas deixando com que o sentimento do medo e do fracasso se aloje em seu coração.

    Não estou aqui a dizer que sou contra a crítica, pelo contrário, jamais devemos deixar de falar o que pensamos, de criticar, de expor nossas idéias e opiniões, mas que saibamos evidenciar o que pensamos sem transtornar quem as recebe.

    nem todos sabem tudo na vida, se fosse assim o mundo não teria esta guerra de conflitos que há hoje.

    Beijos e uma boa semana pra ti...

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    1. então Ciça, mas na verdade por mais cudado que tenhamos para criticar alguém ou alguma coisa, ela nunca é bem vinda, pelo menos na hora, talvez pensando nela agente aceite, mas é dificil dar o braço a torcer, eu sou uma que não gosto de receber críticas mesmo sabendo que ela é favorável...
      bjão e obrigada

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  2. É algo complicado tem gente que não sabe aceitar as criticas e existem outras que não sabem parar de criticar, como o caso da pessoa que você citou no texto que o marido a criticava na frente dos familiares isso acho mais complicado,pois a pessoa pode sentir humilhada e isso é tenso para qualquer relacionamento.

    abraço Re,

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    Respostas
    1. Obrigada Cleber por sua participação

      abraço

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