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domingo, 19 de abril de 2009

Ao Amor Antigo

O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.

Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
a antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.
Carlos Drummond de Andrade

4 comentários:

  1. Linda e profunda poesia.

    O AMOR antigo que é amor ainda, que sempre será AMOR, vence tudo. Tudo crê, tudo suporta,...

    Lena

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  2. Linda poesia !

    As raízes, as raízes ...

    As sementes germinadas desenvolvem suas raízes por "saberem" o quanto serão importantes para a sobrevivência delas. A semente é o amor, as raízes o sustentáculo dele...

    Regina, o teu blog está tão encantador como esta poesia!

    Um abraço.

    Nelson

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  3. Voçê colocou uma poesia de meu poeta favorito Carlos Drummond de Andrade que tem poemas otimos que mechem com a nossa emoção não é a toa que é considerado um dos melhores poetas brasileiros parabéns

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  4. Rê,obrigada pela visita e por tudo.
    Parabéns pelos seus blogs e principalmente pelas belíssimas poesias.
    Essa particularmente,me tocou profundamente.
    Beijos

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