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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Só palavras - Crônica

É muito interessante tal mister de escrever, escrever, escrever. Jogar palavras ao vento, mesmo que seja um vento eletrônico.
Enfileirar letras, separando-as por espaços, formando palavras. E depois enfileirar palavras para dizer algo que vai voar por aí entre bits e bytes e chegar a alguém. Alguém que vai dar alguma importância para as palavras. Ou que não vai dar importância nenhuma.
Palavras que saem da ponta dos meus dedos e que podem fazer pensar, rir, chorar até, ou mesmo podem não fazer nada. Não-palavras.
Palavras podem influenciar? Não sei, sinceramente não sei. Não consigo vislumbrar qual tipo de influência as palavras que eu coloco na tela possa causar.
Comunicar sem endereço certo é prática milenar, mas mesmo assim causa certo desconforto. Não sei se uma daquelas dente-de-leão se importa com o lugar onde suas sementes vão cair quando o vento bate ou quando uma criança a assopra. Eu também não sei se me importo, na verdade, onde minhas palavras vão aterrissar.

Mas me importo, sim, como vão aterrissar. Escrevo o que bem entender, sobre o que me der na veneta, da maneira que eu falaria com você se estivéssemos numa sala de estar ou na mesa de um restaurante, mas não quero ser mal interpretado. Ninguém quer ser mal interpretado. Então sempre espero que minhas palavras aterrissem diante dos seus olhos sem grandes solavancos e sem derrapar na pista.
Mesmo que o conteúdo não seja lá muito requintado.
Até porque tenho a impressão de que você não quer chegar aqui e ler algo muito requintado. São crônicas, afinal. Não uma tese de doutorado.
Se falta a veia dramática, talvez tenha a cômica. Se falta a cômica, talvez eu apareça com alguma ácida. Se falta acidez, posso tentar ser crítico. Mas vou sempre tentar enfileirar palavras para jogar ao vento.
E, acreditem, tem dias que o esforço é hercúleo. Escrever com dor de cabeça é terrível. Com qualquer dor escrever é terrível. Se bem que fazer qualquer coisa com dor não é lá muito agradável.
Palavras. Palavras que uso para dizer alguma coisa, mesmo que eu não faça idéia do motivo. Será que quero dizer alguma coisa?
Às vezes não quero dizer nada. Às vezes não quero dizer nada com nada. E não digo, mas escrevo. Alguém, qualquer hora, encontra algum sentido para isso tudo.
Porque palavras sempre dão sentido para alguma coisa.
Autor:Rick Lucas

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