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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Mulheres e crianças primeiro!


Há algum tempo, uma amiga, sem explicar o motivo, perguntou-me à queima roupa: "- Se a sua esposa tivesse que optar entre salvar a sua vida e a de seu filho, qual opção ela escolheria?". Minha resposta foi imediata: - A do meu filho!
Ela sorriu e explicou o motivo do teste:
Um amigo comum - ao que parece com idéia de aferir o grau de afetividade da companheira - havia feito a mesma pergunta para sua esposa, e, ao ouvir que ela não optaria por ele, ficou profundamente perturbado e frustrado. No íntimo, ele esperava uma resposta que considerasse toda uma história de companheirismo, cumplicidade e amor entre os dois.
Confesso que também fiquei surpreso, mas com a atitude e expectativa dele! Primeiro, porque é muito cruel propor esse tipo de questão para uma mãe. Segundo, porque eu nem precisaria perguntar isso para saber a resposta. Terceiro, porque os filhos são trazidos à vida pelos pais; daí, nada mais justo que os pais sejam responsáveis pela preservação dessa vida. Quarto, porque ele estava bem acima do peso, e seria difícil sustentá-lo por muito tempo...
Os laços de amor entre um homem e uma mulher podem ser extremamente fortes, mas nunca chegarão sequer perto dos que unem mães e filhos, a começar pelo momento mágico da concepção. Somem-se a ele nove meses de coabitação física e espiritual, num mesmo espaço corporal, compartilhando o mesmo alimento.
Essa ligação tão íntima não se rompe quando o cordão umbilical é seccionado! Podemos conhecer muito bem a mulher que amamos, mas só um filho pode afirmar que a conhece por dentro! E isso nada tem a ver com o Complexo de Édipo. É algo muito mais próximo do espírito do que da carne! Afinal, se elas já dão a vida para que eles nasçam e tenham vida, o que as impedirá de fazê-lo novamente?
Inesperado e frustrante é ver uma mãe mandar um filho à morte ou festejar sua perda, por mais nobre que tenha sido o motivo. Na verdade, diante do inevitável, a mãe morre um pouco com ele...
Enquanto o homem pensa no presente, egoísta, a mulher também o faz, mas sem descuidar do futuro. O raciocínio é simples e objetivo: pouco ou nada eu terei para acrescentar à vida, por mais que eu me esforce; mas uma criança terá, ao menos, uma geração pela frente, para tentar. Isso é lógica pura, nos dois sentidos!
As mulheres são capazes de amar infinitamente, enquanto nós ainda não aprendemos a lidar direito com isso. Se existe tanto amor disponível por que querer um quinhão maior do que o infinito? Uma gota desse oceano já basta!
Sobre meu amigo:
O fato de ele ficar frustrado não diminuiu seu amor pela esposa. Quem sabe, ao pensar, num primeiro momento, em correr para o colo de sua mãe, ele próprio tenha realizado a tolice de sua pergunta. Hoje, recuperado dessa ilusão de primazia sentimental, seu amor pelos filhos e pela esposa deve ser, seguramente, muito maior. Também deve ter concluído que são amores diferentes, onde não cabem: ciúmes, cobranças, competições ou testes. Pelo contrário, cada um deve aprender a dar o máximo de si, sem exigir retribuição, pois ela vem naturalmente. Isso se chama: família!
No mais, se os procedimentos internacionais de salvamento já sentenciam: "Mulheres e crianças primeiro!", quem somos nós para contrariá-los?
Além disso, a morte é uma incógnita. É impossível saber quem estará disponível para nos dar a mão! Talvez não seja ninguém conhecido... Talvez sejamos somente nós e Deus...
O que vale, portanto, é estarmos de mãos dadas na vida!
Mensagem recebida por email

4 comentários:

  1. Lindo!
    Eu mesma passei por isso em Fevereiro/09,quando o nosso carro estava afundando dentro de um canal na reserva do Taim.
    A primeira coisa que falei pro meu marido foi:
    Salva o nosso filho!(Eu não sei nadar nem meu filho,mas nessas horas daria minha vida por ele.)
    Beijos!

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  2. Para uma mãe não há escolha! Filhos e mães estão visceralmente ligados: salvando-se os filhos, salva-se a mãe também, mesmo que ela morra...É muito abstrato o que estou dizendo? Amor incondicional, só de mãe para filho!
    Bjs

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  3. Regina,

    Que texto mais profundo!
    Nada se compara ao amor de mãe, e isso é uma verdade inconteste.
    O amor que une mãe e filhos é incondicional, pois os filhos são parte do nosso eu, sangue do nosso sangue...
    O marido, por maior que seja o amor que tenhamos, é totalmente distinto dos laços de amor entre mãe e filho.
    Linda mensagem.
    Beijos,

    Rosana.

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  4. Eu creio que somos as primeiras a sermos salvas porque os homens são mais fortes, capazes de aguentar mais na defesa, e sabem que as mães viram feras quando precisam cuidar do seu rebanho. Elas cuidam dos pequenos e o homem é o escudo da sua familia.

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