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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Jeito errado de amar

Você pode não saber, mas tuas pequenas atitudes têm grandes repercussões na vida dos outros. Por isso, uma palavra mal colocada, um gesto negado, um olhar desviado, um sentimento ignorado, um convite banalizado... Tudo pode levar a dor, ao sofrimento, a desilusão, ao vazio... Estas pequenas atitudes, quando ignoradas, podem levar a trancar um coração, levá-lo a desesperança, a ficar mais solitário, a se acostumar às indiferenças das pessoas. Nem sempre você entra na vida dos outros para fazer o bem, às vezes você causa o mal a alguém também (ainda que ache que está sendo uma boa pessoa – ou uma grande companhia).
Identificar quando não está sendo bom para alguém é difícil, porque volte e meia você está preocupada com tuas preferências e prioridades, aquilo que faz bem para as tuas vaidades pessoais, que massageia teu ego, que faz você se sentir vitoriosa (mas não há vencedores quando um coração se acaba e se refugia na própria resignação do amor que não recebe – pois o que você oferece não é amor – já que se machuca alguém, não pode ser amor, é jeito errado de amar). Então, por você, as coisas vão bem, a vida é bela, um caminho iluminado de flores, mas pense que você está iluminada pela luz que retirou de alguém. E retirou o brilho da vida do outro com pequenas atitudes que repercutiram de outra forma, que levaram a outros caminhos, que tornaram mais escuros os becos, que empoeirou mais os porões da alma, que entristeceu aquele olhar, que calou aquela voz, que fechou o sorriso e que feriu a vontade e a capacidade de acreditar no amor. De sonhar, de desejar ardentemente, de querer felicidade presente com alguém.


Jeito errado de amar publicado 1/10/2010 por Johney Silva em http://www.webartigos.com

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