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terça-feira, 13 de março de 2012

Simples e verdadeiro






A princípio, bastaria
ter saúde, dinheiro e amor, o


que já é um pacote
louvável, mas nossos desejos são


ainda mais complexos.


Não basta que a gente
esteja sem febre: queremos, além


de saúde, ser
magérrimos, sarados e irresistíveis.


Dinheiro? Não basta
termos para pagar o aluguel, a


comida e o cinema:
queremos a piscina olímpica e uma




temporada num spa
cinco estrelas.


E quanto ao amor? Ah,
o amor... ...não basta termos


alguém com quem
podemos conversar, dividir uma pizza e


fazer sexo de vez em
quando. Isso é pensar pequeno:


queremos AMOR,
todinho maiúsculo.


Queremos estar visceralmente
apaixonados, queremos ser


surpreendidos por
declarações e presentes inesperados,


queremos jantar à luz
de velas de segunda a domingo,


queremos sexo
selvagem e diário, queremos ser felizes


assim e não de outro
jeito.


É o que dá ver tanta
televisão. Simplesmente


esquecemos de tentar
ser felizes de uma forma mais


realista.


Ter um parceiro
constante, pode ou não, ser sinônimo


de felicidade. Você
pode ser feliz solteiro, feliz


com uns romances
ocasionais, feliz com um parceiro,


feliz sem nenhum.


Não existe amor
minúsculo, principalmente quando se


trata de
amor-próprio.


Dinheiro é uma
bênção. Quem tem, precisa aproveitá- lo,


gastá- lo, usufruí-
lo. Não perder tempo juntando,


juntando, juntando.
Apenas o suficiente para se sentir


seguro, mas não
aprisionado.


E se a gente tem
pouco, é com este pouco que vai


tentar segurar a
onda, buscando coisas que saiam de


graça, como um pouco
de humor, um pouco de fé e um


pouco de
criatividade.


Ser feliz de uma
forma realista é fazer o possível e


aceitar o improvável.


Fazer exercícios sem
almejar passarelas, trabalhar sem


almejar o estrelato,
amar sem almejar o eterno.


Olhe para o relógio:
hora de acordar.


É importante
pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o


que nos mobiliza,
instiga e conduz, mas sem exigir-se


desumanamente.


A vida não é um jogo
onde só quem testa seus limites é


que leva o prêmio.


Não sejamos vítimas
ingênuas desta tal


competitividade.


Se a meta está alta
demais, reduza-a.


Se você não está de
acordo com as regras, demita-se.


Invente seu próprio
jogo. Faça o que for necessário


para ser feliz.


Mas não se esqueça
que a felicidade é um sentimento


simples, você pode
encontrá- la e deixá- la ir embora


por não perceber sua
simplicidade.


Ela transmite paz e
não sentimentos fortes, que nos


atormenta e provoca
inquietude no nosso coração. Isso


pode ser alegria,
paixão, entusiasmo, mas não


felicidade...

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