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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Salvo pelo gongo

No mundo da competição esportiva observamos que diversas pessoas se preocupam em determinar as regras que organizam uma modalidade. Com isso, regras, punições, sistemas de pontuação, advertências e juízes aparecem como elementos fundamentais para fornecerem maior senso de justiça à situação competitiva.
Entretanto, na condição de atividade humana, sabemos que muitas vezes as situações inesperadas e o improviso acabam extrapolando essa tentativa de controle.

Em certos momentos, principalmente quando um competidor escapa da derrota iminente, costumamos dizer que o mesmo foi “salvo pelo gongo”. Para muitos essa expressão seria emprestada das competições de boxe, onde o tocar do gongo muitas vezes evita um último golpe fatal. De fato, esse pessoal nem imagina que essa expressão tem a ver com as peculiares maneiras com que o homem tentou driblar a morte.

Ao longo dos séculos, a morte de um indivíduo era uma questão rodeada por algumas crenças e incertezas. Desde a Antiguidade, os surtos de catalepsia eram vistos como uma instigante doença. Afinal de contas, esse distúrbio tem a capacidade de deixar o indivíduo em completo estado de inapetência e imobilidade. Muitas vezes, a vítima desse tipo de patologia acaba sendo dada como morta e enterrada antes que possa recobrar os sentidos.

Muitas vezes, ao desenterrarem algumas ossadas percebia-se que a parte interna do caixão estava toda arranhada. Essa era uma clara e terrível evidência de que mais um cataléptico fora enterrado vivo. Visando resolver o problema, os britânicos passaram a amarrar uma corda ao pulso de seus defuntos. Essa corda sairia do túmulo até alcançar uma barulhenta sineta. Logo, se um pobre coitado fosse enterrado vivo, poderia ser literalmente “salvo pelo gongo”.


Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola


O que é a catalepsia?

(Ricardo Santoro Nogueira, Brasília, DF)


É um distúrbio que impede o doente de se movimentar, apesar de continuarem funcionando os sentidos e as funções vitais (só um pouco desaceleradas). A pessoa fica parecendo uma estátua de cera. Se ela estiver sentada e alguém posicionar seu braço para cima, ela permanecerá assim enquanto durar o surto, afirma o neurocientista Ivan Izquierdo, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O ataque cataléptico pode durar de minutos a alguns dias e o que mais aflige quem sofre da doença é ver e ouvir tudo o que acontece em volta, sem poder reagir fisicamente. As causas, porém, ainda são um mistério, apesar de não faltarem hipóteses e especulações. A origem do problema pode ser tanto externa como um traumatismo craniano , quanto congênita má formação em alguma região cerebral, diz o neurologista Vanderlei Cerqueira Lima, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
Já o psiquiatra Marcio Versiani, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirma que se trata de uma manifestação de esquizofrenia ou histeria, no segundo caso geralmente ligada a choques emocionais. Além disso, ocorre em pacientes com distúrbios do sono e pode, ainda, ser um tipo de manifestação de epilepsia, em que a pessoa fica imóvel em vez de ter convulsões. Todo mundo já ouviu lendas tenebrosas sobre pessoas que teriam sido dadas como mortas e enterradas vivas durante um surto de catalepsia, mas isso é altamente improvável. Se, de fato, ocorreu algo parecido, só pode ter sido em um passado muito remoto. Hoje em dia existem exames e equipamentos que confirmam o óbito sem margem de dúvida, diz Vanderlei.

Um comentário:

  1. eu acho q vcs evangélicos impõem demais suas opiniões mas ironicamente não respeitam a crença de ninguém, não aceitam gays.

    ao contrário: cristão? intolerante e julgam isso sim.
    ser cristão é fazer caridade e se melhorar por dentro.

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